Laudo falso da Brasil Paralelo: aprenda comunicação social com o caso
31 de julho de 2025, Rafael Nascimento

Este artigo  discute com responsabilidade o uso do termo laudo falso, documento apresentado no documentário da Brasil Paralelo. Não se trata de alegar que o documento foi falsificado, mas sim de refletir sobre sua função dentro de uma narrativa audiovisual. Isoladamente, o papel apresentado do documentário não possui valor jurídico, não foi reconhecido nos autos do processo, não é assinado por perito oficial e nunca embasou qualquer decisão judicial. Portanto, fora do vídeo, ele é apenas um pedaço de papel sem status de laudo.

No entanto, quando inserido dentro do documentário como se fosse uma prova técnica oficial, o mesmo papel assume a forma de um laudo, atribuindo a si uma legitimidade que não possui. É nesse momento — ao performar uma verdade que não tem — que ele se torna um laudo falso. Assim, este conteúdo analisa como a força narrativa pode transformar um papel sem autoridade pericial em um artefato de desinformação, e por que é responsabilidade de quem comunica compreender os impactos disso.